Elevada necessidade industrial mantém moagem até este mês

O esmagamento de laranjas da safra 2015/16 de São Paulo e do Triângulo Mineiro deve estar praticamente encerrado em fevereiro. Em janeiro, o ritmo da moagem já havia se reduzido, mas devido à elevada necessidade industrial de matéria-prima, algumas plantas podem manter o processamento também em fevereiro, mesmo com a oferta limitada prevista para este mês. Outro fator que levou à prorrogação da atividade industrial foram as chuvas em janeiro, que paralisaram a colheita por alguns dias e, consequentemente, reduziram o volume de fruta enviado às processadoras naquele mês. Até o dia 10 de fevereiro, seis unidades das grandes indústrias estavam ativas, contra oito que ainda recebiam laranja no início de janeiro.

Tahiti está em pico de safra

A safra paulista de lima ácida tahiti está em pico de oferta. A maior concentração da colheita se iniciou em janeiro e deve durar até o final deste mês. A expectativa é que a temporada 2016 seja de oferta bastante elevada de tahiti, já que o regime de chuvas foi mais regular no segundo semestre do ano passado nas principais regiões citrícolas. A disponibilidade da fruta, inclusive, deve ser maior que em 2015, pois no ano passado a safra teve impactos da seca registrada no segundo semestre de 2014. Nesse cenário de oferta elevada, a expectativa é que os preços fiquem em baixos patamares no mercado de mesa. Contudo, a demanda industrial a valores considerados atrativos pode contribuir para amenizar a queda nas cotações da fruta in natura.
O preço médio da tahiti enviada às fábricas em janeiro foi de R$ 12,84/cx de 40,8 kg, colhida e posta na processadora, aumento de 12% em relação ao valor oferecido no mesmo período do ano passado – valores deflacionados pelo IPCA de dezembro/15. Além da demanda industrial, outro fator que influencia as cotações de lima ácida tahiti no mercado doméstico é a exportação da fruta fresca. Em 2015, o Brasil registrou o quinto recorde consecutivo de volume de limões e limas embarcados. Para este ano, há expectativa de que novamente a demanda externa seja firme, já que a fruta brasileira tem ganhado espaço lá fora.

Oferta de laranja deve ser limitada no mercado in natura

Em fevereiro, o volume de fruta ofertado deve ser bastante limitado no segmento in natura. Apesar da estimativa do Fundecitrus, de que cerca de 10% da safra corresponderia às frutas da terceira e quarta floradas, agentes estimam que não haja muitas frutas com padrão para mercado de mesa para serem colhidas em fevereiro. Além do período atual ser considerado praticamente de entressafra de laranja pera, as frutas tardias foram colhidas com bastante intensidade em dezembro e janeiro.
Isso porque as chuvas constantes aceleraram seu crescimento, que em alguns casos ultrapassaram o tamanho aceito pelo mercado in natura, tendo que obrigatoriamente ser comercializadas à indústria. Agora, a oferta deve se restringir basicamente às peras temporãs, também em volumes limitados. Assim, há expectativa de que os preços desta variedade se elevem no mercado de mesa.
Além disso, fevereiro costuma ser um mês de altas temperaturas, cenário que favorece as vendas de laranja. Em janeiro deste ano, as cotações da fruta já foram superiores às de 2015, com média de R$ 18,39/cx de 40,8 kg, na árvore, aumento de 7% em relação a janeiro de 2015 – valores deflacionados pelo IPCA de dezembro/15.

fonte: CEPEA – Revista Hortifruti Brasil – hfcitros@usp.br

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