Setor altamente organizado e competitivo, a citricultura é uma das mais destacadas agroindústrias brasileiras. Responsável por 60% da produção mundial de suco de laranja, o Brasil é também o campeão de exportações do produto.

O cultivo de laranja no Brasil se divide em dois períodos distintos. O primeiro, de 1990 a 1999, se caracteriza pelo aumento da produção e conquista da posição de líder do setor. O segundo, a partir de 1999, é o período de consolidação da capacidade e desempenho produtivo. São colhidas, anualmente no País, mais de 18 milhões de toneladas de laranja ou cerca de 30% da safra mundial da fruta.

“É bem sabido que os produtos do setor citrícola são motivo de orgulho para o Brasil: o País produz três em cada cinco copos de suco de laranja bebidos no mundo e exporta para quase 90 países ao redor do globo”

Contudo, ainda é preciso mostrar que além de ser competitivo, o setor gera muitas riquezas para o nosso País. Do fertilizante utilizado pelo citricultor até a laranja consumida em casa ou o suco vendido para a Europa, o complexo citrícola movimenta bilhões de dólares que circulam pela economia brasileira. Além disso, o setor emprega 230 mil pessoas diretamente em mais de 300 municípios, contribuindo assim para o desenvolvimento nacional e regional.

O mapa da cadeia citrícola é responsável por demonstrar em números a grandeza do setor, podendo ser dividido em três fases: antes, durante, e após as fazendas. Somente no primeiro momento, que envolve todos os insumos para a produção agrícola – como fertilizantes, mudas, máquinas e implementos, corretivos, sistemas de irrigação e defensivos – são movimentados US$819 milhões de dólares. Após isso, com o plantio e a colheita, o trabalho do produtor gera mais US$ 2 bilhões, obtidos com a venda das frutas cítricas no mercado varejista, para as packing houses, ou para a indústria processadora de sucos.

A venda de cítricos in natura no mercado interno gera US$1,8 bilhões, enquanto as exportações US$ 73 milhões. Já a indústria de sucos movimenta US$2,2 bilhões, valor explicado pela produção competitiva e em larga escala, que utiliza avançada tecnologia e complexo sistema logístico. O valor gasto com insumos industriais é uma prova disso: são 327,9 milhões de dólares, grande parte alocada em gastos com energia, que incluem fontes limpas como o bagaço de cana. A maioria dos sucos cítricos produzidos industrialmente, quase 97%, é exportada para depois ser engarrafada. Uma pequena parcela é comprada por engarrafadores no Brasil e vendida no mercado interno, ainda muito reduzido para o suco de laranja industrializado. Além dos sucos, são subprodutos do processo industrial óleos, essências e outros componentes das frutas cítricas, que também podem ser exportados.

Fonte: MAPA, citrusBR.