Na Edição Especial Citros da Hortifruti Brasil (Nº 266 – Maio/2026), o presidente da Associação Brasileira de Citros de Mesa (ABCM) destaca o papel da entidade na integração dos produtores e no fortalecimento do consumo da fruta brasileira.
Um cenário de forte pressão produtiva e econômica
A citricultura de mesa brasileira atravessa um momento delicado. O avanço do greening (HLB) elevou os custos de produção, reduziu a produtividade e acelerou a migração de pomares para novas regiões do País. Paralelamente, despesas com fertilizantes, combustíveis e manejo continuam em alta, comprimindo cada vez mais as margens dos produtores.
O protagonismo da ABCM na integração nacional
Diante desse cenário desafiador, a atuação da Associação Brasileira de Citros de Mesa (ABCM) tem ganhado destaque ao integrar produtores de diferentes estados, como:
- Bahia
- Sergipe
- Minas Gerais
- Paraná
- Rio Grande do Sul
Essa articulação tem fortalecido a cadeia nacional do citros de mesa, indo além das pautas técnicas e fitossanitárias. A entidade vem ampliando ações estratégicas voltadas à promoção do consumo e à aproximação com o varejo.
Julho, mês da laranja: campanha em parceria com a IFPA
Para o mês de julho — tradicionalmente conhecido como o mês da laranja —, a ABCM prepara campanhas em parceria com a IFPA (International Fresh Produce Association) para estimular o consumo de frutas cítricas no Brasil.
A estratégia destaca atributos valorizados pelo consumidor moderno:
✅ Saudabilidade
✅ Qualidade
✅ Rastreabilidade
✅ Segurança alimentar
Mais do que produzir: comunicar valor
Segundo a ABCM, o foco do setor não está apenas em ampliar a produção, mas em comunicar valor, gerar demanda e fortalecer a presença do citros brasileiro junto ao consumidor.
“O grande desafio hoje não é apenas produzir bem. Precisamos fortalecer o consumo, aproximar o varejo do produtor e mostrar ao consumidor a qualidade e a segurança da fruta brasileira.”
Carlos Lucato, Presidente da Associação Brasileira de Citros de Mesa (ABCM)